Stephen Graham (Peaky Blinders) é o novo nome adicionado ao elenco de The North Water nova minissérie do canal britânico BBC Two criada e dirigida por Andrew Haigh (Looking – The Film). O novo drama da BBC será composto por quatro episódios, que consistirá em três episódios de uma hora e um episódio de noventa minutos.
The North Water é baseado no romance de Ian McGuire de mesmo nome, ambientado no final da década de 1850 e conta a história de Patrick Sumner (O’Connell), um ex-cirurgião desonrado do exército que se inscreve como médico do navio em uma expedição de baleias ao Ártico. A bordo, ele conhece Henry Drax (Farrell), um assassino brutal cuja amoralidade foi moldada para se ajustar à dureza de seu mundo. Na esperança de escapar dos horrores de seu passado, Sumner se encontra em uma jornada infeliz com um psicopata assassino. Em busca da redenção, sua história se torna uma dura luta pela sobrevivência no deserto ártico.
Graham irá interpretar Brownlee, o capitão do navio rumo a uma expedição ao Ártico.
O elenco da série ainda conta com nomes como: Colin Farrell (True Detective), Jack O’Connell (Godless), TomCourtenay (The Aeronauts), Peter Mullan (Gunpowder), Sam Spruell (The Bastard Executioner), RolandMøller (Under Sandet) e Philip Hill-Pearson (War Horse).
The North Water ainda não a data de estreia confirmada até o momento.
James Nesbitt (The Hobbit: An Unexpected Journey) irá protagonizar a nova série de drama investigativo do canal britânico BBC One, Bloodlands.
Criada por Chris Brandon, Bloodlands irá seguir o detetive da polícia da Irlanda do Norte, Tom Brannick (James Nesbitt), e sua caçada a um assassino lendário, em um jogo explosivo de gato e rato, onde as apostas nunca foram tão altas. Quando um carro que contém um possível vestígio do que aparenta ser de um suicídio é retirado de Strangford Lough, Brannick rapidamente o conecta a um infame caso que possui um enorme significado pessoal.
Em um comunicado aberto a imprensa Nesbitt comentou sobre o novo projeto em sua carreira:
“É ótimo voltar a fazer um drama na Irlanda do Norte, que agora tem uma indústria de cinema e televisão tão boa quanto qualquer outra no mundo” […] “Temos roteiros convincentes de um jovem escritor brilhante que foi criado em County Down, que é muito emocionante e psicologicamente complexo. Mal posso esperar para começar. ”
Bloodlands ainda não tem data de estreia confirmada até o momento.
Duas séries da Showtime, Halo e The Good Lord Bird, têm novidades no elenco.
O elenco regular de Halo, a série inspirada no jogo de Xbox com o mesmo nome, está a crescer, com a adição dos atores Danny Sapani (Harlots), Olive Gray (Home from Home) e Charlie Murphy (Peaky Blinders).
A trama passa-se no século XXVI, durante um conflito épico entre a humanidade e uma ameaça extraterrestre conhecida por Covenant.
Na série, Sapani dará vida ao Capitão Jacob Keyes, um homem dedicado à sua carreira militar, um herói de guerra e um pai dedicado. No entanto, ao trabalhar ao lado da filha e da ex-mulher, são mais os momentos de conflito do que de conforto.
Gray interpretará a Dr.ª Miranda Keyes, uma Comandante da UNSC (Conselho de Segurança das Nações Unidas) que se esforça para compreender a tecnologia, a linguagem e a cultura dos habitantes de Covenant, mas que tem que aprender a lidar com alguma burocracia e política interna para conseguir aquilo que quer.
Murphy, por sua vez, será Makee, uma órfã humana que foi criada por extraterrestres e partilha os seus valores, nomeadamente um certo desprezo pela humanidade.
Já The Good Lord Bird, que tem como pano de fundo os eventos pré-Guerra Civil nos Estados Unidos da América, vai contar com a presença do ator Rafael Casal (Are you Afraid of the Dark?) a título recorrente.
Casal será Cook, um aventureiro com uma vida de privilégios que se junta ao bando de John Brown (interpretado por Ethan Hawke), um defensor do fim da escravatura, porque o seu plano lhe soa louco, mas divertido.
Tyler Perry vai reforçar a sua parceria com a BET (Black Entertainment Television) Network, através de duas novas séries, Bruh e Ruthless, para o serviço de streaming do canal, o BET Plus.
A primeira a completar a produção, Bruh, vai centrar-se nas vidas de um grupo de homens negros com trinta e tal anos, explorando o mundo dos encontros amorosos, a carreira profissional e a amizade nos nossos dias. A série vai ainda abordar alguns estereótipos com que os homens afro-americanos têm de lidar. No elenco já estão confirmados Barry Brewer (The Perfect Plan), Mahdi Cocci (Sistas), Phillip Mullings Jr. (American Soul), Monti Washington (Games People Play), Chandra Currelley-Young (For Better or Worse), Candice Renee (Black Jesus) e Alyssa Goss (The Bobby Brown Story).
Por sua vez, Ruthless é um spin-off de The Oval e acompanha Ruth Truesdale (Melissa L Williams), uma mulher que se vê dentro de uma culto religioso repleto de fanáticos do sexo e que tem de fazer os possíveis para conseguir libertar-se a ela mesma e à filha. Stephanie Charles (The Paynes), Anthony Bless (East Los High), Bobbi Baker (House of Payne), Matt Cedeño (Power), Lenny Thomas (Barbara), Yvonne Senat Jones (The Oval), Baadja-Lyne Odums (The Choir), Jaime M. Callica (Wayward Pines), Nirine S. Brown (White Boy Brown), Blue Kimble (Twisted Mines) e Herve Clermont (Snowfall) são os nomes já escolhidos para integrar o elenco da série.
Perry será argumentista, realizador e produtor executivo de ambas as séries, juntamente com Michelle Sneed, dos Tyler Perry Studios. A estreia de Bruh e Ruthless está prevista para 2020.
A BBC renovou World on Fire para uma 2.ª temporada. A notícia foi dada nas redes sociais do canal britânico, após o episódio final da 1.ª temporada, emitido hoje. A série tinha sido anunciada, inicialmente, como minissérie, mas Peter Bowker, o argumentista, afirmou ter planos para os personagens principais para seis temporadas.
Given THAT ending, we’re especially delighted to be able to tell you that #WorldOnFire will return to BBC One and BBC iPlayer for Series 2. pic.twitter.com/U5tbjjdebg
World on Fire segue os destinos entrelaçados de pessoas do Reino Unido, Polónia, França e Alemanha durante o primeiro ano da Segunda Guerra Mundial, retratando a forma como este acontecimento lhes alterou a vida por completo.
Após um breve hiato, Legacies regressa esta semana com Since When Do You Speak Japanese?, o quarto episódio desta nova temporada.
Quando um samurai aparece em Mystic Falls em busca de um demónio que possui as suas vítimas, Josie lidera a missão para defender os seus amigos do perigo. Entretanto, Landon e Rafael partem para o Mystic Falls High com a esperança de aprender mais sobre a misteriosa Hope. MG sente-se em conflito devido ao segredo que descobriu sobre Lizzie e o seu novo amigo, Sebastian. Por fim, Alaric vê-se forçado a repensar as suas prioridades.
Algo de que sempre gostei em Legacies é o facto de a série procurar capitalizar os talentos naturais do seu elenco. Já na temporada anterior, foram várias as instâncias em que os atores puderam mostrar outras facetas suas, tendo mesmo We’re Gonna Need a Spotlight servido esse propósito. Não só acho que é um gesto bonito por parte dos showrunners da série (especialmente tendo em conta a média de idades relativamente baixa do elenco), mas acho que é completamente justificado. Quer dizer, Chris Lee (que interpreta Kaleb na série) faz parte do elenco de Hamilton! É preciso dizer mais?
Ora, desta vez foi Kaylee Bryant (Josie em Legacies) quem teve esta oportunidade, ao poder falar japonês durante o episódio. Para quem segue a série de forma casual isto pode não parecer nada de importante, mas para quem segue o elenco e o behind-the-scenes bastou o título para saber que isto faria parte de Since When Do You Speak Japanese?. Gostei bastante que Josie finalmente tivesse um impacto positivo nesta temporada, após a negatividade que tem estado associada à sua narrativa. Ainda assim, sei que é inevitável que a personagem venha a tombar para o lado negro, mas, até lá, continuarei a apreciar os seus bons momentos.
No entanto, foi a segunda metade do duo Saltzman que, na minha opinião, se veio a destacar neste episódio. A minha relação com Lizzie na 1.ª temporada foi atribulada, tendo a personagem caído nas minhas boas graças muito mais tarde que as restantes, no episódio There’s a World Where Your Dreams Came True. É, definitivamente, um gosto adquirido, mas é inegável que nenhuma outra personagem traz um toque de humor à série da forma que Lizzie o faz. Uma das cenas deste episódio que mais se destacou na minha memória é, sem sombra de dúvida, a cena em que Lizzie está a comer gelado, sozinha, ao som de It’s My Party. Este, sim, é o meu tipo de humor.
Mas a verdade é que Lizzie tem tanto de hilariante como tem de heroica e demonstra-o mais uma vez neste episódio. Não só esteve disposta a matar Landon de forma a matar também o demónio (o que, em si só, foi bastante engraçado), como também considerou sacrificar-se a si própria para pôr fim a esta ameaça. Felizmente, as personagens foram capazes de chegar a uma outra solução um tanto menos drástica, mas a intenção esteve lá.
Ainda no tópico de Lizzie, a sua saúde mental tem sido um tópico de importância no decorrer da série, mas ainda mais nesta nova temporada. Referi, na review anterior, que não achava que Lizzie estivesse a perder a sua sanidade – algo que se veio a confirmar neste episódio, graças à ajuda de MG. Ainda assim, é complicado ver esta personagem passar por este tipo de tribulações e Jenny Boyd faz um excelente trabalho ao interpretar Lizzie nos seus vários estados. Acho que Legacies consegue balançar o humor que provém da situação de Lizzie com a seriedade da sua condição e tem sido interessante ver o desenrolar desta história.
Apesar de sempre presente, Hope ocupou um lugar mais secundário, neste episódio. O seu tempo de antena interliga-se com o das restantes personagens e, eventualmente, memórias sobre a tríbrida começam a surgir nas mentes daqueles que a esqueceram. É curioso que, de todas as personagens da série, Lizzie é a primeira a lembrar-se de Hope, ao invés de alguém como Landon, que parece ser a escolha mais óbvia. Parece que o facto de o demónio ter andado a mexer com a sua cabeça desbloqueou memórias reprimidas sobre a outra personagem e mal posso esperar por ver as implicações que isto terá nos próximos episódios.
Não poderia dar esta review por terminada sem antes mencionar o pequeno easter egg que foi deixado neste episódio (não, não me esqueci, nem me passou ao lado). Quem está já familiarizado com o TVD-verse terá reconhecido de imediato Kai Parker (Chris Wood), que, aliás, já foi referenciado anteriormente nesta mesma temporada e até mesmo na temporada anterior. Para quem ainda não leu as notícias, aconselho que saltem este parágrafo, porque temos aqui um spoiler alert em relação a episódios futuros. Foi há algum tempo anunciado que Freya (Riley Voelkel) iria fazer uma aparição em Legacies e, mais recentemente, as suspeitas dos fãs foram confirmadas quando o mesmo foi dito em relação à personagem de Chris. Se é verdade que estou ansiosíssima pelo regresso (ainda que temporário) de Freya, o mesmo não pode ser dito em relação a Kai. Nunca foi uma personagem pela qual nutrisse qualquer tipo de afeto em The Vampire Diaries e a sua presença em Legacies nada mais faz que não causar-me stresse. Entre Kai e o novo diretor, Lizzie e Josie têm muito com que se preocupar.
No geral, este foi mais um episódio razoável para a série, dentro daquilo que é o seu standard. Cá estaremos novamente na próxima semana para falar sobre um novo episódio!
Por meio de um trailer fake postado nas redes sociais, a Netflix revelou hoje suas principais atrações para a CCXP 2019. Estrelas de La Casa de Papel e do novo filme de Michael Bay, Esquadrão 6, vão se juntar aos painéis no dia 8 de dezembro, em um domingo repleto de ação no maior festival de cultura pop do Brasil. O anúncio também destaca um elemento surpresa que pode ser esperado na mesma data.
La Casa de Papel chega ao evento este ano com um painel que reunirá os atores que deram vida a alguns dos personagens mais queridos deste fenômeno mundial: Pedro Alonso (Berlim), Alba Flores (Nairóbi), Darko Peric (Helsinque), Rodrigo de la Serna (Palermo) e Esther Acebo (Estocolmo). A série foi favorita na CCXP 2018, quando mais de seis mil fãs participaram de um assalto na Casa de La Moneda como parte da experiência do estande da Netflix.
Para os que buscam adrenalina, o Esquadrão 6 vai quebrar tudo com Ryan Reynolds e elenco. Michael Bay, a mente por trás das franquias Bad Boys, The Rock e Transformers, se juntará ao Esquadrão para apresentar um novo tipo de filme de ação.
No estande da Netflix, os fãs terão a chance de mergulhar no universo de algumas das séries e filmes mais queridos e surpreendentes de 2019. Para saber mais, fique ligado e siga nossas redes.
Sobre La Casa de Papel Pt. 3
Depois de fugir com um bilhão de euros do FNMT, o professor recebe um telefonema: um dos membros do grupo foi capturado. A única maneira de resgatá-lo e proteger o esconderijo dos outros é reunir todos para realizar um novo assalto, o maior roubo já pensado.
Sobre Esquadrão 6
Esquadrão 6 apresenta um novo tipo de filme de ação. Seis indivíduos de várias partes do mundo, cada um o melhor no que faz, foram escolhidos não só por suas habilidades, mas pelo desejo singular que eles têm de apagar seus passados para mudar o futuro. A equipe é reunida por um líder enigmático (Ryan Reynolds), cuja única missão na vida é garantir que, embora ele e seus agentes nunca sejam lembrados, as ações deles certamente serão. Estreia no dia 13 de dezembro na Netflix.
Em sua 6ª edição, a CCXP promete uma grande celebração da cultura pop. Além de Ryan Reynolds e do elenco de La Casa de Papel (Netflix), já estão confirmadas Gal Gadot e Patty Jenkins, bem como Margot Robbie, Mary Elizabeth Winstead, Jurnee Smollet-Bell, Rosie Perez, Ella Jay BascoCathy Yan (Warner). Os artistas das séries de TV também estarão muito bem representados por Iain Gleen (Game of Thrones e Titãs), Lana Parrilla (Once Upon a Time) e Lesley-Ann Brandt (Lucifer), entre outros. Já o time dos quadrinistas é capitaneado por Neal Adams e Frank Miller.
Embora The Flash provavelmente não chegue a Freeland, parece que durante seu tempo no crossover “Crise nas Infinitas Terras“, a estrela de Black Lighting, Cress Williams, filmou uma cena com Grant Gustin, O Flash, que está entre suas coisas favoritas nesta temporada. Williams disse que não podia dizer nada sobre a cena, mas que ele e Gustin imediatamente clicaram, e aparentemente o resultado foi algo especial. Williams, cujo programa existe fora do multiverso visto em programas como The Flash e Supergirl, se juntará a Crisis on Infinite Earths em dezembro, marcando a primeira vez que Black Lightning compartilha um espaço com qualquer um dos outros super-heróis da CW.
É claro que o show é gravado em Atlanta, e parte do que torna os crossovers tão ‘fáceis’ de fazer nos outros shows é o fato de que todos filmam a cerca de uma hora um do outro na área de Vancouver. Pode ser que a Williams não tenha muito mais oportunidades de compartilhar a tela com The Flash.
“O que se destaca para mim – e eu acho, só porque era totalmente diferente – foi honestamente uma cena, não posso contar nada, mas uma cena que fiz em Vancouver“, disse Williams a repórteres depois de ser perguntado sobre suas cenas favoritas até agora nesta temporada. “Isso foi muito divertido. Acho que posso dizer que foi com Grant … Mas, foi, você está trabalhando com uma nova pessoa e um novo ambiente … e, Grant e eu, por trás da cenas, descobrimos que temos as mesmas sensibilidades quando se trata do trabalho, e eles escreveram uma cena que era realmente apenas uma boa cena de pessoa para pessoa. Ela passou tão rápido, mas, foi realmente muito divertido de fazer.“
Dado o escopo de “Crise em Infinitas Terras”, é quase impossível adivinhar o que qualquer cena entre dois personagens pode ser, mas considerando o que está acontecendo nesta temporada em The Flash, pode-se pensar que Black Lightning – um personagem que se destaca dos outros super-heróis da CW, em parte por causa de seu relacionamento com as filhas – pode ter alguns conselhos para Barry Allen, sofrendo com a perda de Nora no final da temporada passada.
Black Lightning não tem um episódio no crossover este ano, e apenas emprestou Williams para os outros shows.
Estamos cada vez mais perto do final de How To Get Away With Murder e continuamos sem grandes avanços no plot principal. Estes sete episódios têm sido uma verdadeira desilusão. Ao invés de terem avançado no encalço da temporada anterior e nos darem, assim como à série, o final merecido, voltaram atrás para a altura em que eram apenas mais 15 episódios de HTGAWM. Espero que a mid-season finale e os últimos sete episódios aumentem exponencialmente em qualidade e interesse ou esta será uma das piores temporadas finais de sempre.
Pelo menos em I’m the Murder voltamos a ter um caso e regressamos ao tribunal. Foi uma perspetiva diferente daquela a que estamos acostumados e acho que enviou uma mensagem importante aos espectadores: a prisão não pode servir só como castigo, tem de servir para reabilitar as pessoas que lá estão, se não quando forem libertadas acabarão por repetir os erros que as colocaram atrás das grades. Eu sou apologista desta ideia. Não se pode esperar que só porque passam cinco, oito, dez ou mais anos confinados a um lugar que pessoas que cometem crimes aprendam e percebam que o que fizeram está errado. E o caminho para diminuir o número de presos por esse mundo fora é este: reabilitação social. Ensiná-los qual a forma mais acertada de viver em sociedade.
Fora isto, nada de interessante aconteceu. Apenas mais floreados em torno das relações das personagens, o que já me irrita profundamente. É claro que quero saber como será o fim de todas estas personagens, se vão continuar amigos, casados, parceiros, mas o que interessa realmente é se serão presos por todos os crimes que têm cometido ao longo dos anos e o que aconteceu a Laurel e Christopher, assim como quem morre nos flashforwards.
Pegando neste último tópico, parece que Connor teve realmente um ataque e está no hospital. Sabemos até agora que Michaela, Bonnie, Asher, Frank, Oliver e Connor não morrem, o que, por um lado, não deixa muitas opções dentro das personagens mais prováveis, mas, por outro, pode significar que alguém menos inesperado possa ser a vítima. Estou a pensar em Annalise, no seu novo namorado, Tegan, Cora, Gabriel ou Nate como as mais propícias. Chloe e aquele rapaz com quem Oliver e Connor fizeram o ménage vêm-me à cabeça como as mais improváveis. E aquela revelação no final do episódio? Não sei se consigo acreditar que Oliver matou realmente alguém. Talvez pense que o tenha feito.
Outra situação que me começou a incomodar foi este foco todo no romance entre Frank e Bonnie. Eu sou a primeira a dizer que adoro a ideia de os ver juntos, mas poderá haver algo escondido por detrás de tanto esforço de Frank em convencer Bonnie a serem um casal? Se sim, o quê? Não consigo responder a esta pergunta, mas cheira-me a esturro. E tivemos ainda o reaparecimento da Governadora. Será que é desta que as coisas começam a aquecer e o plot a desenvolver? Espero que sim.
Atenção: esta revisão de episódio pode conter spoilers!
“Estamos loucos? Temo que sim.”
Na madrugada passada de segunda-feira, Batwomantrouxe-nos A MINHA É UM CONTO LONGO E TRISTE, o quinto episódio desta sua 1.ª temporada.
Neste episódio, reencontramos Alice e Kate quando a primeira leva a nossa Batwoman numa triste e atribulada viagem à sua vida nos dias que seguiram ao seu acidente, ao mesmo tempo que Jacob e Sophie as tentam encontrar. Entretanto, Mary tem uma discussão com Catherine que faz com que parta em direção à Wayne Tower em busca de Kate, onde, em vez da sua irmã, encontra Luke.
Pouco a pouco, Batwoman tem vindo a trazer-nos pequenas peças do grande puzzle que é o passado de Beth e o que a levou a tornar-se em Alice. Ora, se perceber Alice é como montar um puzzle, então ver este episódio é o equivalente a completar todos os lados. Apesar de ainda não sabermos tudo – o que, sinceramente, é de esperar, especialmente tendo em conta que ainda vamos no quinto episódio –, cada vez mais se torna claro que Alice é um produto das circunstâncias em que Beth se encontrou após o acidente que veio a mudar a sua vida. Mine is a Long and Sad Tale faz um excelente trabalho em arranhar a superfície dos horrores pelos quais esta personagem teve que passar para conseguir sobreviver, deixando ainda muito por explorar em episódios futuros.
Foi completamente devastador ver Beth, enquanto criança (interpretada por Ava Sleeth), tomar a decisão de proteger a sua família em vez de tentar escapar, sem nunca perder a esperança de que alguém se aperceberia de que algo de muito errado se passava. Igualmente arrasador foi perceber que Alice continua a pensar que simplesmente desistiram dela, razão pela qual a sua relação com a família parece completamente perdida. O momento em que Jacob aceita que Alice é realmente Beth foi particularmente poderoso e não acredito que a sua filha tenha feito todo aquele teatro simplesmente para o tentar matar. Apesar de ser completamente doida (e de ter agora um amigo que em nada atenua a sua maluquice), Alice não parece estar para além de redenção, pelo que estou bastante curiosa em ver qual o seu futuro na série.
Entretanto, Catherine conta a verdade (ou a sua versão da verdade, isto é) sobre o que realmente aconteceu a Beth à sua filha e, como seria de esperar, Mary não aceita a novidade de braços abertos. Devastada com a situação, parte em busca de Kate para poder pedir desculpas pelo sucedido, mas, em vez disso, Mary (já embriagada) dá de caras com Luke que, podem adivinhar, não aprecia a sua companhia.
Ainda que Mary esteja em sofrimento, continua a ser uma das personagens mais engraçadas da série e tenho que admitir que ainda dei umas boas gargalhadas graças a ela. Gosto da maneira como a série vai cortando a sua temática mais séria com cenas mais leves e Mary é a personagem perfeita para tal.
Tenho vindo a teorizar que Mary se juntará a Luke na Bat Team e este episódio vem reforçar essa minha suspeita. Acho que as duas personagens têm uma dinâmica interessante e mal posso esperar por ver mais deste duo.
Por fim, Sophie parece cada vez mais perto de ter a certeza de que Kate é a mulher por detrás da máscara. Se já tinha as suas suspeitas antes, então as ações da sua ex-namorada nada fazem em atenuar este sentimento – antes pelo contrário, apenas atiram lenha para a fogueira.
Questiono-me qual será o caminho que a série irá levar, em relação a este assunto. Será que Kate irá continuar a negar tudo ou contará a verdade a Sophie? De que forma irá essa decisão afetar o progresso da série? Acredito que, dentro em breve, saberemos.
No geral, mais um fortíssimo episódio de Batwoman, que me continua a surpreender semana após semana. Apesar de estar a adorar a série, preocupo-me se o facto de ter Alice como vilã principal não virá a prejudicar a série no futuro, uma vez que não acho que haverão muitos outros vilões ao nível desta personagem. Só o tempo o dirá, mas, por agora, estou bastante feliz com o que vejo.